Onças-pintada e antas, ainda entre nós no início do século XX

A foto de cima foi extraída do grupo/Facebook “Varre-Sai Antigamente”, criado e administrado pelo estimado amigo Fábio Martins Faria, a foto de baixo foi extraído do perfil/Facebook da estimada amiga Isabel Cristina Menezes Degli Esposti, a foto de cima não tem legenda, mas pelos comentários constata-se que a anta abatida por caçadores de Varre-Sai foi registrada no início do século XX, e a última onça-pintada capturada e abatida em Varre-Sai tem seu registro datado na década de 1920, conforme texto magnífico da autora da postagem.

A região Serrana bom-jesuense e o território de Varre-Sai têm o mesmo contexto histórico, geográfico e da biodiversidade da fauna e da flora, ambas as regiões tiveram início de colonização por desbravadores mineiros no mesmo período, inclusive considerável parte do território de Varre-Sai pertencia ao donatário de quase todo território de Bom Jesus do Itabapoana, o Alferes Francisco da Silva Pinto. Podemos então com essas convergências, avaliar o histórico ambiental dos dois municípios sob a mesma perspectiva.



O fato de ainda na década de 1920 termos uma onça-pintada vivendo em nossa região, é prova cabal que mais da metade das florestas encontradas pelos pioneiros da colonização do solo da região, se mantiveram de pé e com sua biodiversidade preservada, pois uma onça-pintada explora até MIL E QUINHENTOS QUILÔMETROS QUADRADOS de floresta. 


A verdadeira devastação ambiental que exterminou com nossas florestas originárias, se deu no século XX, a partir de 1920, com a chegada de muitas famílias empreendedoras, como italianos no final do século XIX e os libaneses, negociantes de café, no início do século XX, além do avanço tecnológico com a criação de técnicas, ferramentas, máquinas e o fogo que proporcionou o desmatamento em uma escala muito maior e em muito menos tempo, se comparado com os pioneiros do século XIX que só contavam com o fogo e o machado, e escassa mão-de-obra, o que fazia com que a abertura de grandes áreas para o cultivo em larga escala, levassem anos para serem desmatadas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Manoel Basílio Furtado não foi ao Porto, ou ao arraial, de Limeira do Itabapoana

Seis registros, com vestígios que confirmam a presença da onça-parda no Vale do Itabapoana