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Mostrando postagens de maio, 2024

O artesanato em Pirapetinga, com a argila da montanha e sua coloração marcante

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N a primeira sessão de gravações do documentário sobre a Pedra Branca de Pirapetinga, fui contemplado cm dois presentes preciosos, um livro e uma imagem de Nossa Senhora do Café do Brasil, trabalhada em argila vermelha.

A "Giganta", de Iracema Seródio Boechat

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A magistral poetisa pirapetinguense não se referia a montanha sagrada sob a ótica geográfica, não se referiu ao monumento natural.

A construção coletiva, para enredar a relação da vila com o patrimônio natural

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A deia, é demonstrar que a energia da Pedra Branca entre os pirapetinguenses, transcende por gerações, abordando diferentes experiências e vivências com a "montanha sagrada" de Pirapetinga de Bom Jesus do Itabapoana.

Do caminho da Pedra Branca, a proximidade entre Campos dos Goytacazes e Mimoso do Sul

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N o alto e ao longe, percebemos a proximidade entre os municípios de Campos dos Goytacazes-RJ e Mimoso do Sul-ES, através de dois monumentos naturais em destaque no meio desta fotografia. N o lado direito temos a Pedra do Garrafão, ou como denominavam os indígenas Coroados, a "Pedra Camapoã", localizada em Santo Eduardo, distrito de Campos dos Goytacazes. No lado esquerdo bem próximo a Pedra Camapoã, ou Pedra do Garrafão, está a serra de São Pedro do Itabapoana, distrito de Mimoso do Sul-ES. Entre os dois monumentos destacados, passa o rio Itabapoana como marco divisor dos estados RJ e ES. I magens registradas no caminho da Pedra Branca, a aproximadamente 500 metros de altitude.

Na próxima produção do Itabapoana TV, a "Giganta de Pirapetinga" será a protagonista

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E m seu entorno está maior reserva nativa de Mata Atlântica do Vale do Itabapoana, em sua base nascem três das quatro cachoeiras de Pirapetinga, é o ponto de altitude mais alto do Vale do Itabapoana, e ainda, ela tem um poema de Iracema Seródio Boechat. Indiscutivelmente, é o mais destacado patrimônio natural de Bom Jesus do Itabapoana. O SONO DA GIGANTA Pedra Branca, giganta verde e altiva, Ergue seu tronco para o firmamento. Parece ausente em nosso pensamento Mas, na emoção, é sempre rediviva. Chegada a noite, em trevas, solitária, Percebemos da aldeia a sua nostalgia. Com as estrelas por manto, luzidias, Dorme tranquila em relva verde e rara. Raia a manhã. Nevoeiro triste a encobre. Seu ar de noiva parece, assim, mais nobre. E em delicado véu ela observa o além. Não sei qual a mais só, pobre giganta: Você na solidão que desencanta, Eu, a esperar o sonho que não vem. Iracema Seródio Boechat

A "Pedra Elefantina", avistada na trilha da Pedra Branca de Pirapetinga-BJI

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U m dos mais conhecidos monumentos naturais do noroeste fluminense e Zona da Mata mineira, sendo 70% pertencente a Antônio Prado de Minas-MG e 30% da área pertencente a Porciúncula-RJ S egundo a Wikipédia, o Pedra Elefantina tem 999 metros de altitude e é o segundo maior monolito maciço de granito no mundo, se localizando próxima da rampa de voo livre de Ponciúncula.   E ste registro fotográfico da Pedra Elefantina, foi realizado na manhã de sexta-feira, 24/05/2024, na trilha da Pedra Branca de Pirapetinga-BJI, na altitude de 925 metros acima do nível do mar, e bem distante do topo que deve ultrapassar os 1.200 metros de altitude.

22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia, a primeira padroeira de Bom Jesus do Itabapoana

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F oi em 1851, um pouco depois ou um pouco antes, que o Tenente Francisco das Chagas de Oliveira França ergueu a primeira capela da história de Bom Jesus do Itabapoana, e muito provavelmente de todo Vale do Itabapoana. M esmo com o a instituição do Patrimônio do Senhor Bom Jesus dos Mathosinhos, entre 1850 e 1855, a devoção à Santa Rita permaneceu, e permanece, consolidada cento e setenta e três anos depois, chegando a ser constituída como "co-padroeira" da Paróquia do Senhor Bom Jesus pela Diocese de Campos dos Goytacazes em 2016.  N o Mutum de Cima a devoção à Santa Rita de Cássia mobiliza a comunidade tradicionalista, com a programação das celebrações e festejos a padroeira neste dia 22/05, promovido pela Paróquia Pessoal do Senhor Bom Jesus Crucificado e do Imaculado Coração de Maria.

Era um período, que até os padres andavam armados

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D ia 13 de maio de 2024, as 20:00 O movimento abolicionista em todo planeta se deu no início do século XIX, na Europa com a França em 1802 e posteriormente a Inglaterra em 1808, ano em que o tráfico internacional de africanos foi proibido e coibido, na América do Sul a Argentina aboliu a escravatura em 1813, no Chile em 1823, Uruguai em 1842, Paraguai em 1869, e na América do Norte os EUA em 1863. O desbravamento do noroeste fluminense e do Vale do Itabapoana, se iniciou em um período em que o Brasil já vivia sob forte pressão para abolir a escravidão, tornando o ambiente conflituoso e com diversos movimentos revoltosos de escravizados em todo país, e aqui não foi diferente com a região serrana envolvendo os atuais municípios de Natividade, Porciúncula, Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, sendo a que mais se registrou fugas e assassinatos entre escravizados e fazendeiros se comparada com as demais sub-regiões do noroeste fluminense.

Em "Açoites e Revoltas", uma região selvagem e violenta

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A historiografia bom-jesuense quase nada aborda sobre os negros no período escravocrata N ão se tem registro no meio literário sobre as famílias que surgiram entre os escravizados, com sua forte identidade cultural, e que até hoje estão entre nós com relevantes papéis desempenhados ao longo de nossa história, famílias como Miranda, Cosme, Florêncio, e Rosa, são alguns exemplos da relevância do negro na construção de Bom Jesus do Itabapoana desde a primeira metade do século XIX. O objetivo desta obra é conectar o passado escravocrata de nossa região, com as diversas manifestações culturais e sociais do presente que vivemos, e que tem ligação ancestral com os escravizados de nossos primórdios. S egunda-feira, 13 de maio de 2024, as 20:00 h. #SomenteNaTVqueVocêSeVÊ

A população escravizada, nas regiões da bacia do Itabapoana e do Vale do Carangola, em 1873

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E ram 4.184 homens e mulheres escravizados, sem contar com os filhos que nasceram pós Lei do Ventre Livre, em 1871, mas que viviam no cativeiro junto com os pais. O documento "Inventário do patrimônio histórico e urbano de Varre-Sai", contém preciosas informações sobre a região no entorno de Bom Jesus do Itabapoana, priorizando o conteúdo no município de Varre-Sai, mas com abordagens históricas indiscutivelmente ricas para toda região envolvendo os municípios de Bom Jesus do Itabapoana, Porciúncula, Varre-Sai e Itaperuna.  E ste documento valioso é uma das fontes de pesquisa do novo documentário do canal Itabapoana, que está em produção e com a pretensão de ser lançado no dia 13 de maio próximo. "Segundo o censo de 1872, na Província do Rio de Janeiro, a Paróquia de Nossa Senhora de Natividade do Carangola, atualmente Itaperuna, Natividade e Porciúncula, tinha uma população livre de 3.803 entre homens e mulheres. A população escrava na soma geral era de 1832. Já na Paró...

O período escravocrata, em Bom Jesus do Itabapoana e região

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H istórias e vestígios, dos negros escravizados em Bom Jesus do Itabapoana e região, com abordagens históricas inquietantes sobre nossos primórdios. Em breve,  #SomenteNaTVqueVocêSeVÊ

Oscarina Gonçalves, em 24 de março de 2022 | Dona Agripina! Minha bisavó,

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"M ulher forte, filha de escravos, veio da África no ventre de sua mãe Honória e nasceu em Guaratinguetá-SP. Minha vó Azenir falava com esmero as histórias dos seus pais e principalmente da sua mãe, que comprou sozinha o pedaço de terra em Calheiros lavando roupa pra fora. Seu pai, José Miranda, ficou espantado com a "audácia " da esposa quando ela lhe disse: “A partir de hoje a gente não se muda mais, comprei nosso pedacinho de terra”. Mulher de fé, as mulheres dessa família são muito fortes mesmo! Ela foi escrava e se mudou de Guaratinguetá para a fazenda do Castelo, vulgo Guaçuí!! Por isso dona Zeni, todo ano tinha que ir a Aparecida do Norte. “Carina essa terra é minha, mamãe nasceu aqui, esse pedaço de chão é meu também.” Obrigada meu Deus pela minha ancestralidade e por minhas raízes! Ai Dona Zeni, só contei um pedacinho de toda história que você contava sempre… E dizia, Tenho orgulho de ser filha de José Miranda e Agripina, a mbos escravos no tempo do cativeiro!...